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Atualizado em 02 fev 2010 13h09

Avatar - O fenômeno de 2 bilhões de dólares

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"Avatar" se aventurou em um novo território nas bilheterias mundiais durante o fim de semana, com o faturamento nas bilheterias passando dos US$ 2 bilhões, dias depois de quebrar o recorde de "Titanic."

Avatar tem um componente primordial de interesse para o público contemporâneo: a inovação tecnológica, expressa aqui em um salto substancial na aplicação do formato 3D, que o diretor usa não como truque, mas como recurso de imersão no mundo de Pandora. Essa experiência sensorial sem paralelo responde por muito do apelo do filme. Mas, se ele resiste ao esgotamento do aspecto novidadeiro e se mantém firme em sua ascensão, é porque o que Avatar tem a dizer ressoa junto ao espectador.

O filme tem uma mensagem ecológica que, claro, está em voga. Prega-a com simplismo irritante: o povo nativo de Pandora, os Na'vi, pertence à natureza e é parte dela (inclusive, liga-se a ela por meio das estranhas fibras de suas tranças, o que rende um punhado de cenas meio embaraçosas). Isso, diz o filme, é certo. Errado é violar essa relação telúrica com propósitos comerciais, como faz a corporação industrial-militar que extrai minério em Pandora.

É inegável, contudo, que Cameron faz a plateia - inclusive a parte dela que se irrita com seu ecossentimentalismo - amar Pandora e desejar estar lá, como seu protagonista, o ex-marine paraplégico Jake Sully (Sam Worthington), que, quando ocupa seu avatar, pode correr livre por cenários de beleza estupefaciente. O diretor, um narrador habilíssimo, leva quem vê essas paisagens a sentir a embriaguez de Jake. Ele é, em muitos sentidos, o avatar do espectador em outro mundo.

Artigo Completo Avatar, o filme de 2 bilhões de dólares

Informações: Veja S/A com informações do O Globo

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