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Atualizado em 23 fev 2010 13h13

Ciberataques contra a Google - Pequim nega envolvimento

Pequim respondeu hoje pela primeira vez de forma direta às acusações da multinacional Google de 12 de janeiro, quando esta afirmou ter sido alvo de ataques de hackers do Governo chinês. "Os comentários do Google de 12 de janeiro são infundados. A China se opõe de maneira firme" a essas acusações, assinalou hoje o porta-voz de turno do Ministério chinês de Assuntos Exteriores, Qin Gang, em entrevista coletiva.

Até agora, Pequim tinha defendido seu direito de fazer uso da censura na internet e tinha pedido a Google e outras multinacionais que cumprissem às leis da República Popular.

O porta-voz acrescentou que "as acusações de envolvimento do Governo chinês são irresponsáveis e respondem a ulteriores motivos".

O Google ameaçou em janeiro abandonar seus negócios no país após ter sido alvo de ataques e da censura chinesa, uma das mais sofisticadas do mundo e diante do fato de que as multinacionais do setor tiveram que se dobrar ao mercado de 384 milhões de usuários.


Sexta, 19 de fevereiro de 2010
Google: ataques saíram de escola e universidade da China

Vários investigadores, incluindo especialistas dos serviços de espionagem eletrônica dos EUA, confirmaram que os últimos ataques contra o Google tiveram origem em uma universidade e uma escola de formação profissional da China, segundo o jornal The New York Times.

Os investigadores, que tiveram seus nomes preservados pelo jornal, indicaram que os ataques procedem da universidade de elite Xangai Jiaotong e da escola de formação profissional de Lanxiang.

Os especialistas não podem determinar, porém, se o governo chinês tem relação com as sabotagens, já que é possível que haja manipulação dos computadores das instituições, inclusive de fora da China.

O Google denunciou, no último dia 12 de janeiro, que suas operações tinham sido alvo de ciberataques, provavelmente procedentes da China, com o objetivo de acessar as caixas de e-mails de dissidentes chineses, além de roubar códigos e segredos comerciais da empresa.

Além do Google, cerca de vinte outras empresas foram afetadas ciberataques, que os investigadores acreditam que começaram em abril do ano passado.

Fonte: Terra | Informações: EFE

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